Biogeografia
A biogeografia é o estudo de como a vida se distribui no espaço e no tempo. Ela investiga por que espécies, comunidades e ecossistemas ocorrem onde ocorrem — desvendando os papéis do clima, da geologia, da história evolutiva e da atividade humana na modelagem dos padrões de biodiversidade.

Questões fundamentais que investigo
- Como as espécies respondem a gradientes ambientais (microclima e vegetação)?
Quais processos espaciais e temporais são mais importantes para a dinâmica de populações e assembleias?
Como as espécies respondem a distúrbios ambientais, como o clima e o fogo?
Utilizo modelos geoespaciais, demográficos e de distribuição de espécies para compreender os nichos e as dinâmicas das áreas de distribuição das espécies. Por meio desta abordagem integrada, investigo como processos espaciais e temporais afetam a ocorrência das espécies e a biodiversidade, unindo ecologia, geografia e biologia evolutiva. Meu trabalho contribui para o enfrentamento das seis principais lacunas (shortfalls) do conhecimento da biodiversidade (Hortal et al. (2015)):
Lineana: espécies desconhecidas.
Wallaceana: distribuição geográfica desconhecida.
Prestoniana: dinâmica populacional desconhecida.
Darwiniana: relações evolutivas desconhecidas.
Raunkiæriana: traços funcionais e funções ecológicas desconhecidas.
Hutchinsoniana: nichos desconhecidos.
Porque isso importa
Essas lacunas destacam a natureza interdisciplinar da biogeografia, exigindo a integração da genômica, ecologia, ciências sociais e ciência do clima. Abordá-las é urgente para:
Conservação: Proteger espécies que ainda possuem dados incompletos de traços funcionais ou de distribuição.
Políticas Públicas: Fundamentar tomadas de decisão em evidências ecológicas e sociais robustas.
Descoberta: Revelar a biodiversidade oculta (ex: espécies crípticas) e processos ecológicos fundamentais.